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É mister comprar e ler livros, ou as livrarias fecham, as editoras param, esvaece a cultura, fenece a nação. |
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SEM FREIOS Muitas
vezes choveu em meu coração. Não
havia o que fazer senão calar. Mas
veio um terremoto veio
um eclipse solar passou
um cometa ignoto —
e mesmo assim a chuva não cedia. As
crianças chamavam meu nome — mas
eu sabia: era um sonho. Veio
a mula sem cabeça o
fantasma dos gonzos a
seleção da hungria — meu
coração não se recuperava. Que
fazer? Que fazer? — gritavam os pássaros da noite. Mas dormíamos.
Fingíamos dormir. Depois veio a ilusora — e
a ilusora tremulou um molho de
chaves diante de mim: Ó esquecido, dizia-me, que pensas fazer sem as chaves? Ninguém sabe quando tudo
acaba. E tudo acaba antes do fim. [7/6/1986]
In Licornes no quintal, 1989 |