Minha oração
(trecho 2)
Ontem, o dia do aniversário de Dionísio.
Nada de presente, sequer um abraço. Nem um telegrama dos parentes distantes, felicitando-o. Pra quê?
Ele mesmo quase se esqueceu. Um dia a mais, um dia a menos não faz falta. Enfim, a vida é curta, um sopro, dure cem anos. Não vale a pena festejar a passagem, indiscutivelmente inocente, ams miserável.
In Minha oração
Recife (PE), Edições Sarev, jun/2007, p. 79.
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