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O doido
MInha amada é bonita, uma mulher exuberante, resplandece à luz de muitos sóis.
Sorri para mim o riso branco que ela tem, para me agradar, como se eu fosse um deus. Acho que eu nem merecia a dourada felicidade, sou pequeno demais diante de tão grande paraíso, mesmo porque não sei amar - tais coisas me perturbam.
Outro dia lhe perguntei: Por que você gostou de mim?
Ela disse: Foi este seu jeito agoniado de avançar nas minhas pernas e amassar os meus peitos, nervoso, que nem um doido.
In Depois eu conto
Recife (PE), Edições Sarev, jan/2007.
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