Se são tuas, as mãos que, recorrentes,
deslizam em meu ventre sempre virgem,
já não sei mais: ocupo-me de estrelas,
diamantes sem jaça, de vertigem.
Fito teus olhos, largos de perguntas.
Não se escondem de mim, que os decifro,
ao passo que tu tentas — entre tantos
labirintos secretos, que não digo —
vislumbrar uma face emascarada,
oh, meu amor e fado, gema rara,
centelha do meu ânimo endormido!
Enquanto buscas decifrar um mito,
eu contemplo os filões de minha lavra
na fronteira entre o nada e o infinito