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É mister comprar e ler livros, ou as livrarias fecham, as editoras param, esvaece a cultura, fenece a nação. |
Roberval Pereyr
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PACTO Vou cantar este dia: a flauta de Pã emudeceu, fiquei surdo. A tarde está cheia de bandidos, há um pássaro no quintal. Não importa: vou cantar o mau tempo, esta dor disfarçada, este homem bem vestido e cheio de sombras. (Pesa imensamente aquela nuvem, a tarde é um comboio de lamentos). Não importa: cantarei o ar metalúrgico, a mãe mutilada, o monstro escondido — a quem aguarda? Oh, a quem aguarda o monstro que se esconde (onde?) no jardim? Não importa: vou cantar, cantar até que esta noite, ursa negra, patas de marfim entre em chamas e se mostre, por fim, toda a lama que emperra o nascer das manhãs. |