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Fernando Kraichete
Sete dias de março (2ª edição)
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É-se punido principalmente pela própria virtude.
Friedrich Nietzsche
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/07/2010
Bailarinas de azul
Edgar Degas (1890)
Sandy - Ana Botafogo
Ciranda da bailarina
Chico Buarque - Edu Lobo
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Mona Lisa
Leonardo da Vinci (1503-1507)
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ESPAÇO DO EDITOR
Fernando Kraichete
Nyx e a noite
litbr
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Eu não a matei. Juro que não a matei, mas todos acham que sim, a televisão diz que sim, os jornais dizem que sim, todos dizem que sim. Eles não sabem de nada, quem sabe de tudo sou eu. Eu sei o que aconteceu, eu sei a razão porque aconteceu. Eu sou o senhor da verdade. Mas eles acham que estou mentindo. Eu não estou mentindo, eu juro que não estou mentindo. Outro dia estive lá e acharam muito estranho eu ter aparecido. Não entendi, confesso que não entendi. Afinal de contas, eu sempre apareci. Eu sempre estive lá. É isso que eu digo, está todo mundo enganado a meu respeito.
*
Preso estou eu a ela, de tal maneira que não consigo me libertar. Não pretendo viver junto. Junto vivi com meus pais, com minha mulher quando deles me libertei, com meu filho quando dela me libertei, até o dia em que ele decidiu abandonar a casa e viver com a amante. Nesse dia raiou a minha liberdade. A partir daí, vivo só, sozinho em minha casa, sem ninguém a me incomodar, sem ninguém a me cobrar, sem ninguém a me obrigar a fazer coisas que não tenho a menor disposição de fazer. Quem comigo convive é a fria geladeira, o mudo rádio, o fogão que nunca esquenta.
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Ilustração da capa: La Nuit, de William-Adolphe Bouguereau (1883)
Como não sentir saudade?
Dos bons tempos, dos bons momentos,
dos desentendimentos que sempre terminavam em orgasmo.
In Nyx e a noite
(romance)
2ª edição (202 p.)
14x21cm
R$19,32
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Nyx e a noite / Mouseîn (210 p.)
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Editados pela Publit
O LEITOR
Um amigo meu me emprestou "Sete dias de março". Confesso que, apesar de ele haver gostado, não me senti, de início, motivado a ler. Porém, quando comecei, não tive vontade de parar. O enredo e os personagens são muito bem construídos.
Paulo Menezes - Niterói - RJ
"Sete dias de março" é um bom romance policial.
Josias do Carmo Peixoto - Ilhéus - BA
O romance policial não é o meu gênero preferido. Mas gostei de "Sete dias de março", um livro muito agradável de ler.
Rogério Fonseca - Maceió - AL
Lisa era morena e um pouco alta para a sua idade e apesar da cor bronzeada de sua pele
suas feições eram efetivamente muito semelhantes às da Mona Lisa,
não a de Duchamp, com bigode e cavanhaque, mas a de Da Vinci, com seu enigmático sorriso.
In Sete dias de março
(romance)
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Uma ligação telefônica informando o sequestro de uma jovem naquela manhã de domingo é o primeiro de uma série de mistérios com que se defronta um novel detetive, pois a partir de então vê-se diante de questões para as quais não encontra, de início, resposta. Quem teria ligado? De onde ligou? Por que a ligação foi interrompida? O sequestro teria mesmo ocorrido? Ou tudo fora apenas uma irresponsável brincadeira? Não sendo, quem teria levado a adolescente de dezessete anos? E por que motivo? Quem era ela?
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CARNAVAL SEQUESTRADO
Crime, medo, mistério, intriga, investigação, espanto, curiosidade são alguns dos ingredientes indispensáveis no romance policial. No seu trabalho de estreia, Fernando Kraichete, bacharel em filosofia e programador aposentado, não só inclui esses componentes clássicos da trama, mas apresenta em Sete dias de março uma narrativa ágil, cinematográfica, com história ambientada na cidade de Niterói. Sequestro, contradições nas informações, inexperiência profissional levam o novato detetive Odnã a enfrentar, na sua primeira investigação, em pleno Carnaval, um caso difícil de elucidar.
A desenvoltura do jovem detetive, em interlocução constante com sua esposa Magda, deverá conduzir esse personagem do cinéfilo Fernando Kraichete à galeria que inclui Hercule Poirot, Sam Spade, Maigret, Philip Marlowe, delegado Espinosa, Mandrake e o mais famoso de todos, Sherlock Holmes. É a construção do personagem-detetive que dá o tom do romance policial. Em seu Abecedário Gilles Deleuze diz: “Um filósofo cria conceitos e um romancista cria personagens. Mas os grandes personagens de romance são pensadores. Elementar, meu caro Watson”.
A ficção apresentada em Sete dias de março confunde-se com a concretude dos nomes de ruas, becos, logradouros de Niterói. Personagens movem-se nesse universo urbano e Odnã carrega o seu peso de agente policial, obstinado na elucidação do crime. Os diálogos nem sempre estão marcados pela atmosfera do desaparecimento da vítima, sucedem-se também no aleatório do cotidiano, o que revela refinada sensibilidade do Autor pela contextualização da trama. Leitor inveterado de Machado de Assis e dos clássicos policiais, Kraichete avança com ousadia na construção do seu romance e inclui, finda a investigação, desvendado o crime, pertinente citação de Padre Antonio Vieira, seguida de explicação de Odnã à sua esposa dos passos da elucidação do mistério. E que comenta, personagem fantástico, questões outras, pensa, como diz Deleuze.
Plínio de Aguiar
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FIM DO ESPAÇO DO EDITOR
Juca de Oliveira
Devaneio / BandNews FM
Imaginário Poético
revista eletrônica de letras
Clarice Lispector
Entrevista:
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Sonhe
Sinto saudades
Das vantagens de ser bobo
Elisa Lispector
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